NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO

Olá a todos e todas, 

 

Inspirada na famosa frase

navegar é preciso, viver não é preciso

proponho hoje

um pequeno movimento para nosso

preceptorar, entre o preciso e o impreciso,

dos territórios de saúde na atenção primária.

Como?

Convidando bons timoneiros para as travessias a fazer 😊

Hoje, chamo Cecília Meireles e alguns fragmentos poéticos

retirados de seu Diário de Bordo de 1934 

organizado e publicado em 2015 pela Editora Global 

com apresentação de Alberto da Costa e Silva,

prefácio e pósfacio de Jussara Pimenta.



Rio de Janeiro – Hora do Embarque


“Deste lenço batido

pelo vento da proa

saem também palavras,

que não são ouvidas...no cais:

para os poetas que ficaram dormindo àquela hora,

para os amigos que ficaram trabalhando;

até para os mortos

cujos olhos vigilantes

talvez estejam 

dentro da terra cobiçando

este dom errante das embarcações ...” (p. 28)


Ilustração - Fernando Correia Dias
Crônica - Cecília Meireles 
Rio de Janeiro, Editora Global (1934/2015)


Bahia – Porto de Salvador


“Mas eu,

quero ver a Bahia surgir das águas,

pelo amanhecer...

Daí a pouco descemos para a lancha.

Tão bom este balanço rente às águas,

quase caindo nas ondas...

Vou com as mãos dentro d’agua,

sentindo a fresca mansidão da baia...

Gostaria de dormir assim

ao balanço de um barco,

recostada quase no mar.”

(p. 40-45-47)


Ilustração - Fernando Correia Dias
Crônica - Cecília Meireles 
Rio de Janeiro, Editora Global (1934/2015)




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